Houve um tempo em que existia um movimento surrealista. Hoje em dia, o mundo é muito mais surrealista do que podia pensar o Dali ou outro expoente do surrealismo. Eis abaixo uma prova viva, que vi no blog do Marcelo Coelho. É um diálogo entre Kissinger e Mao, lá nos anos 70. Alguém tem alguma explicação para isso?:
MAO: O comércio entre nossos dois países no momento é lamentável. O senhor sabe que a China é um país muito pobre. Não temos muita coisa. O que temos de sobra são mulheres. (risos)
KISSINGER: Não há cotas nem tarifas para elas.
MAO: Então, se vocês as quiserem, podemos dar algumas para vocês, umas dezenas de milhares. (risos)
ZHOU ENLAI: Naturalmente, numa base voluntária.
MAO: Deixemos elas irem para o seu país. Vão criar grandes desastres. Dessa maneira vocês diminuirão nossos sacrifícios. (risos)
KISSINGER: Nosso interesse em ter ligações com a China não é comercial. É estabelecer um relacionamento necessário para as relações políticas que ambos temos.
MAO: Nós não entendemos os seus procedimentos. Seus assuntos domésticos, nós não entendemos. Há muitas coisas em suas relações exteriores que não entendemos também.
KISSINGER: Vocês têm um modo de agir mais direto, talvez mais heróico, do que nós. Às vezes temos de usar métodos mais complicados devido a nossa situação doméstica. Mas nos nossos objetivos fundamentais iremos agir muito decididamente e sem consideração pela opinião pública. Assim, se um perigo real se apresenta ou se intenções hegemônicas se tornam ativas, iremos certamente resistir a elas onde for que apareçam. E como o nosso presidente disse ao senhor, em nosso próprio interesse, não como gentileza a quem quer que seja.
MAO: Vocês querem mulheres chinesas? Podemos dar dez milhões a vocês. (risos, especialmente entre as mulheres presentes)
KISSINGER: O presidente Mao está melhorando a sua oferta.
MAO: Podemos deixá-las inundar o seu país com desastres e assim prejudicar os seus interesses. Em nosso país temos mulheres demais, e elas têm um jeito de fazer isso. Elas dão à luz crianças, e temos crianças em demasia. (risos)
KISSINGER: É uma proposta tão nova, que teremos de analisá-la.
MAO: Vocês podem organizar uma comissão para analisar o assunto. É o modo pelo qual a visita de vocês à China estará solucionando a questão populacional. (risos)
KISSINGER: Iremos estudar a utilização e a logística.
MAO: Se você pedir a elas para irem, creio que desejarão ir.
KISSINGER: Certamente desejamos recebê-las.
MAO: Hoje andei dizendo alguns absurdos pelos quais terei de pedir perdão às mulheres chinesas.
KISSINGER: Soaram muito atraentes para os americanos presentes. (Mao e as mulheres riem)
WANG HAI-JUNG: Se as atas desta conversa fossem tornadas públicas, acarretariam raiva em metade da população.
MAO: Quer dizer, metade da população da China.
ZHOU ENLAI: Antes de tudo, as atas não irão transpor os gabinetes do Ministério das Relações Exteriores.
MAO: Podemos chamar isto de uma reunião secreta. Deveria ser tornada pública, ou mantida em segredo?
KISSINGER: O senhor decide. Estou disposto a torná-la pública se o senhor quiser.
MAO: Então as palavras que dissemos sobre as mulheres deverão ser tornadas inexistentes. (risos)
KISSINGER: Serão eliminadas das transcrições (risos). Começaremos a analisar a proposta quando eu voltar.
MAO: Sabe, os chineses têm um plano para prejudicar os Estados Unidos, que é mandar dez milhões de mulheres para os Estados Unidos e prejudicar os seus interesses aumentando a sua população.
KISSINGER: O presidente Mao fixou a idéia tão fortemente em meu cérebro que irei certamente utilizá-la em meu próximo encontro com a imprensa. (risos)
MAO: Para mim não há problema. Não tenho medo de nada.
