Um poema de minha autoria

 Cartier-Bresson

Outro de mim mesmo

É um amor de exilado
Que dói nos olhos não no peito
Perseguindo-me como minha própria sombra

Já não posso mais voltar
Sem a mim mesmo me trair
E já não posso mais ficar
Sem aquele outro eu ser traído

Só posso sentir o auto-exílio
Desterrado noutra terra que agora é minha
Desolado de soslaio

Vivo minha própria guerra
abatendo a cada dia
um pedaço de mim mesmo
Andando léguas e léguas
Numa luta sem tréguas

Pergunto e repergunto
Inquiro e reinquiro
Será demais a um só
A política e a poesia?

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Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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