Mari Almeida na reta final de campanha

Como meu blog é acessado em virtude de buscas pelo nome Mari Almeida, de quem já fiz alguns posts outras vezes (aqui e aqui), acho que é válido fazer um último post nessa reta final da campanha dela para vereadora aqui em São Paulo.

Eu estive na coordenação da campanha até há bem pouco tempo e saí (informalmente) apenas por pura falta de tempo, já que estive enrolado nessas duas últimas semanas com uma prova do meu curso de pós no IME, sobre probabilidades.

Para queles que querem apenas o número dela, é 50999. Fácil de lembrar. Para os que querem mais informações para saber se votam ou não nela, recomendo o excelente site da campanha. E para aqueles que se acostumaram a voltar ao meu blog, meu depoimento pessoal abaixo e porque votarei nela.

Em primeiro lugar, a campanha da Mari é não só dela, mas de todo mundo que decidiu se juntar à campanha, fazendo dessa uma campanha verdadeiramente coletiva e colaborativa. Desde os amigos da faculdade que estudaram com ela na USP, no curso de economia, passando por quem trabalhou com ela na Incabudora – também na USP -, algumas pessoas que conhecemos no PSOL e mais o pessoal da Zona Sul e de outros movimentos.

Portanto, votar na Mari é votar em todos nós, em todos esses coletivos e pessoas oriundas dos mais diversos lugares. É votar numa incrível rede de confiança estabelecida por todas essas diferentes pessoas, em suas capacidades e limitações.

Em segundo lugar, a campanha da Mari foi e é uma oportunidade de divulgar algumas idéias que julgamos fundamentais. Alguns de vocês já leram minhas posições sobre o aquecimento global e o reconhecimento de minha parte que é preciso rever nossas práticas individuais e políticas se quisermos preservar alguma parte do nosso modo de vida no mundo. Não por outro motivo, fui um dos principais responsáveis pelas idéias e propostas no que batizamos de ecologia urbana, em referência a um movimento do qual participamos e lembrando o fato de a cidade também tem de ser ecológica. Aliás, mais importante mesmo para o aquecimento global e reorganização da vida nas cidades em moldes mais humanitários é uma cidade ecológica.

Outros temas importantes que a Mari defende e todos nós também é a cultura e conhecimento livres, direitos humanos e reorganização do mundo do trabalho (economia solidária). Com a web 2.0 e a convergência digital, cada vez mais o conhecimento e a cultura produzidos poderão ser acessíveis pela internet a custos reduzidíssimos. E o potencial criativo e produtivo do acesso de muitos bilhões de pessoas no mundo a tudo isso torna o mudn odo copyright e patentes totalmente obsoleto. Os potenciais problemas que podem surgir da eliminação da propriedade inteelctual – como redução da inovaçã oem alguns setores – serão largamente compensados pelo acesso virtualmente universal à cultura e ao conhecimentos produzidos e pela produção colaborativa que poderá surgir daí. Muito mais eficiente, justo e rico é elaborar outros esquemas de estímulo à inovação e remuneração de criadores que os atuais, permitindo uma cultura e conhecimento livres.

Poderia falar ainda muito da questão dos direitos humanos, de como apoiamos a descriminalização das drogas (maconha etc.) até a descriminalização da pobreza, ou então do apoio aos movimentos de economia solidária, mas deixo os links para não me alongar demais (aqui para direitos humanos e aqui para mundo do trabalho).

E por fim, em terceiro lugar mas não menos importante, a campanha da Mari é uma primeira oportunidade para experimentarmos e colocarmos em prática uma outra política, colaborativa e que produza menos alienação e mais vida vida para cada sujeito político. Essa campanha é a tentativa de redescobrirmos em nós mesmos que a política não precisa ser uma ambiente de negócios, que a política não precisa ser suja, não precisa ser ingênua nem maliciosa, que a política é um dos espaços em que podemos nos encontrar como iguais e produzir muito a partir dela.

Reconhecemos os desafios dessa outra política e do fato de que ela deverá ser reiventada na prática, sem fórmulas ou teorias que garantam certezas, ausências de angústias ou riscos de erros. Mas a campanha foi marcada justamente pela convicção que só reconhecendo todas essas dificuldades e não hesitando e experimentar é que teremos outra política, menos alienante e que traga mais reconhecimento para cada indivíduo da prática que ele tem. Por isso que experimentamos novos panfletos, vizemos os vídeos panfletos, as projeções nos espaços públicos, a vaga-viva e outras idéias diferentes. Para colocar na prática o discurso e para colocar no discurso nossa prática.

Por tudo isso, no domingo 3 de outubro, votarei Mari Almeida, 50999, Psol. Peço seu voto também.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Manoel Galdino, Política e Economia e marcado , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Mari Almeida na reta final de campanha

  1. Marcio disse:

    é… infelizmente parece q politica so se faz com muito dinheiro, sujeira, …

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