Tira – Mundo Formigante 3

Economia global em crise (não é novidade). Episódio 3.

Só resta saber quando será a próxima.

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10 respostas para Tira – Mundo Formigante 3

  1. Humberto.Serna@yahoo.com.br disse:

    humm legal a tirinha ela explora o conceito de algoritimos genéticos.
    Pois é interessante como que milhares de formigas resolvem juntas um problema geométrico de minimização de percurso.
    é que SEMPRE um conjunto de formigas descobrem qual é o caminho mais rápido até o pote de mel porque quando uma formiga “acha” por acaso um trajeto curto, ele vai ficando mais marcado com ferormônios justamente porque é mais curto. Quer dizer ele permite idas e voltas em menos tempo entre o formigueiro e o pote de mel…Teremos uma crise é quando alguem tirar o pote de mel, ou então uma bomba populacional atingir o formigueiro…

  2. Marcel disse:

    Humberto, é exatamente isso.
    E quando falo em crise, penso principalmente na crise financeira americana. Pois o sistema vai se moldando e forma um “status quo” do modo de funcionamento da economia, assim como o trajeto encontrado, e só se busca um novo trajeto ou procura-se um novo molde, com uma crise, ou esgotamento do modelo “pote de mel” (nas suas palavras)

  3. Humberto.Serna@yahoo.com.br disse:

    aliás, as sociedades das formigas emprestam excelentes exemplos para os mercados. Porque só nas aparências um formigueiro é autorregulado. Ele o é até começarmos a incluir moral e ética, quando revela-se a exploração, a desigualdade de ganhos e o descolamento entre riscos e ganhos no formigueiro. Uma Rainha vive só para fazer sexo e botar ovos (não sei se é bom) e uma operária assume os riscos de defender o formigueiro e trazer um pouquinho de comida cada uma. A tarefa da Rainha é moleza, porém é da sobrevivência dela que depende o futuro, pois é a única fértil. Assim ela tranfere todo o risco para as coleguinhas operárias, sob um único bom argumento: só ela é fértil

  4. Marcel disse:

    Já pensei em abordar esse tema em uma tirinha, porém ficou um pingo de dúvida quanto as desigualdades, pois tanto deve ser ruim ser operária que faz a limpeza, procura comida, como deve ser ruim ser rainha e passar a vida inteira apenas botando ovos, abdicando de qualquer outra coisa. Pois ao que parece, viver apenas de botar ovo deve ser um saco.

  5. Humberto.Serna@yahoo.com.br disse:

    Penso que um pote de mel deixado por muito tempo perto do formigueiro, levaria a uma crise. O acesso fácil à comida, significaria que o trabalho pode ser feito por menos operárias, acarretando desemprego e algumas formigas poderiam até ficar lambendo mel o dia inteiro.
    Para reverter esse quadro, o presidente do banco central do formigueiro (!), diante do excesso de oferta de mel, julgaria que o pote deveria ser levado embora. As operárias voltariam então a carregar folhinhas em fila indiana, conduzindo o formigueiro ao pleno emprego…
    Mas outra corrente dentro do BC local iria defender que o pote de mel não precisaria desaparecer, mas sim, que ele apenas deveria ser fixado em patamares “Elevados.” Então ele seria colocado no topo de um telhado digamos, o que aumentaria o esforço de alcançá-lo, justificando então o pleno emprego das formigas.

  6. Humberto.Serna@yahoo.com.br disse:

    A mesma corrente de pensamento, mas uma variação, diria que é socialmente mais vantajoso dividir o pote grande de mel, em potes menores e que esses deveriam ser colocados em vários lugares diferentes, e não em um único. Assim novas rotas seriam criadas sendo oferecido portanto novos empregos no processo de construir estradas…
    O problema é que mesmo isso não evitaria a crise do esgotamento do mel. Nesse dia o banco central teria que intervir injetando mais mel na economia….

    Um modelinho tosco sim, mas que empresta bons paralelos para a comédia humana do mundo

  7. Ampliando mais o nosso modelinho, passamos a ter que:
    As formigas ao invés de carregarem folhinhas, carregariam então “papéis”. Cada papel teria um valor de face (prêmio) e um tempo de resgate que representariam direitos sobre o mel do governo
    Assim as obreiras formigas, se tornariam investidoras passando a carregar títulos do mel federal, ao invés de folhinhas.
    Nesse formigueiro impossível, teríamos além da figura da rainha e das operárias também as formigas “especuladoras”.
    Essas investidoras poderiam associar-se às formigas operárias, mandando elas construírem novos formigueiros, ao invés de buscarem comida. Assim começariam a especular com o setor imobiliário, imaginem, construindo montículos de terra com o trabalho das operárias, e vendendo formigueiros prontos para novas Rainhas que forem surgindo (ao que me recordo, a diferença entre uma formiga operária e uma rainha, é só o tipo de alimentação que elas recebem na fase larval).

  8. Mas um dilema estabelece-se no formigueiro. Pois cada operária confronta-se com uma escolha, que é vender a sua força de trabalho em dois mercados de trabalho distintos: Trabalhar para a Rainha na tradicional coleta de comida (que remunera a subsistência); Ou trabalhar para as especuladoras (as que carregam “papéis”) na Construção de Formigueiros (que remunera em títulos lastreados no mel federal)

    O equilíbrio no mercado de trabalho só seria alcançado quando a Rainha passasse a emitir também títulos lastreados em mel para comprar o trabalho das operárias, que nesse momento já são esclarecidas e não aceitam mais buscar comida sem receber nada.

    Vemos que neste formigueiro, obter mel torna-se um fim em si (e na economia dos seres humanos, o Petróleo…)
    além disso precisamos acrescentar algum conflito distributivo para o modelo ficar mais “real”….

  9. Humberto de la Serna disse:

    Hoje eu quero falar sobre a guerra do Iraque, já que antes eu afirmei que o petróleo era buscado como “mel” por nossa civilização, e o blog é pra falar de coisas afinal

    Se vc for um estadista de uma nação que exporta basicamente petróleo e vc sabe que as reservas mundiais não vão durar muitas gerações mais, o que deve ser feito que é melhor para o seu povo e para si mesmo?
    Diminuir a oferta é a resposta. E assim estender a dependência mundial por mais gerações, mesmo que as custas do resto do mundo.
    A guerra teve o significado de que as reservas iraquianas passaram ao controle do Ocidente, que poderão logo em breve começar a usá-las para amortecer os preços internacionais. O anseio é que a transição para formas alternativas de energia seja a mais gradual e tranqüila possível.
    “Energia limpa, por meios sujos” essa vai ser a nova contradição daqui pra frente, eu creio

  10. Humberto.Serna disse:

    Reino animal – 13/03/2008
    Corrupção não é exclusividade dos seres humanos Foto: D. R. Nash

    As formigas sempre foram conhecidas pelo modelo de cooperação social, cujo trabalho em equipe para o bem da colônia é colocado acima de interesses individuais.

    Mas, um estudo feito pelas Universidades de Leeds e Copenhagen revela uma nova face dos formigueiros. Ao analisar o comportamento desses insetos, os cientistas descobriram que a realeza é capaz de burlar o próprio sistema para gerar mais formigas rainhas, evitando uma prole de trabalhadoras inférteis. Os corruptos são os machos, que carregam o gene “real”.

    Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores coletaram o DNA de cinco colônias de formigas-cortadeiras. Os resultados mostraram que as chances de uma formiguinha tornar-se uma futura rainha reprodutora dependiam de quem era seu pai.

    Como, geneticamente, a população real é pequena em cada colônia, os cientistas relatam que esses machos espalharam, de forma sutil, seus espermas em diferentes formigueiros para que as trabalhadoras não desconfiassem. Caso um número expressivo de formiguinhas se tornassem rainhas em uma mesma colônia, as operárias poderiam se voltar contra a família real.

    “Quando estudamos insetos como abelhas e formigas, a primeira impressão é de que vivem em uma sociedade justa”, diz o biólogo Bill Hughes. “Mas, quando observamos com mais atenção, é clara a existência de conflito e corrupção. É óbvio que a sociedade humana é o principal exemplo disso. Pensava-se que as formigas fossem exceção, mas nossas análises genéticas provaram que no formigueiro também há corruptos, principalmente na família real”, completa.

    Por Mônica Pileggi

    http://viajeaqui.abril.com.br/ng/noticias/77967_noticias.shtml?RA*%20Corrup%C3%A7%C3%A3o%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20exclusividade%20dos%20seres%20humanos

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