Plano contra a Crise

Eis meu plano governamental contra a crise, baseado em idéias que já vinha formulando e num post desse blog.

O governo deve anunciar uma plano de investimentos (tipo PAC) focado na chamada revolução verde, isto é, na criação de uma economia baseada na redução da emissão de carbono. Isso exigiria, em termos práticos:

1. Plano de transição massiço do uso do transporte individual para o transporte coletivo. O plano teria metas de redução do uso do carro e emissão de carbono escalonada por grande cidade (com mais de 400 ou 500 mil habitantes).

2. Estímulo à inovação tecnológica para produção de bens e serviços com baixa emissão de carbono que substituíssem os atuais. Penso aqui, por exemplo, no já conhecido exempo das lâmpadas, que podem ser substituídas por de consumo mais baixo. Precisamso fazer isso em muitas áreas, para reduzir o consumo de energia.

3. Criação de uma força tarefa para exploração sustentável da amazônia. Isso significaria juntar as melhores mentes (do mundo, não só do Brasil), interessadas em arrumar maneiras de estimular o desenvolvimento da Amazônia mas que não passassem, de maneira alguma, por agropecuária nem extrativismo de grande porte. Teria que ser algo vinculado a turismo, ou talvez biotenologias e indústria farmacêutica. Ou algo diferente. As melhores mentes que diriam.

4. Posicionamento do presidente Lula falando à população que iríamos agora nos desenvolver como uma economia limpa e com campanha promocionais do tipo o Brasileiro não desiste nunca, mas que agora teria coisas como: O Brasileiro economiza energia! O brasileiro polui pouco! Nós vamos limpar nosso céu!. Ou algo menos ridículo que isso pensado por bons marketeiros.

Tudo isso faria o país crescer num futuro próximo e transformaria a economai do país num exemplo apra o resto do mundo, consolidando o papel global do país nos próximos 10, 15 anos.

É fantasia, eu sei. Mas que seira legal, ah seria.

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Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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4 respostas para Plano contra a Crise

  1. Marcel disse:

    Se fosse feito um bom marketing sobre revolução verde, isso poderia criar demanda no mercado interno para esses tipos de produtos e as empresas produziriam produtos dentro dessa lógica para atender esses consumidores.

    Mas e o mercado externo? Será que isso encareceria o preço? Seria um marketing suficientemente forte para um arbitragem a favor de produtos brasileiros em uma concorrência mundial, em virtude dessa política verde? Quero dizer, se isso encarecer o produto será que os demais paises escolheriam produtos brasileiros em função de ser um produto verde mesmo sendo mais caro?

  2. Primeiro eu acho que existiria um nicho de mercado. Segundo eu acho que se criaria um novo mercado para esses produtos, à medida que a tecnologia fosse se desenvolvendo internamente.

    Acho ainda ,por exemplo, que alguma soluções não seriam exportáveis totalmente, como energia solar. Me parece que energia solar no nordeste é uma opção mais viável que na europa. Então, o que pode ser viável hj n nordeste pode nao ser na europa. Mas com o desenvolvimento de tecnologias, no futuro, pode viabilizar lá fora. E quem tiver mercado e gasto em P&D é quem vai ter maior probabilidade de liderar a inovação.

  3. Marcel disse:

    Não acho que a oferta vai criar a demanda. Ainda mais pra esse mercado.

    Tem que fazer essa opção se tornar economicamente viável, como é hoje por exemplo a reciclagem de papeis, latas de alumínio. São negócios viáveis. A energia solar custa quanto, rende quanto? Em São Paulo, o custo de implantação de um simples chuveiro a energia solar é bem inviável para a classe média.

    As pesquisas podem continuar, a implantação pode vir a ocorrer um dia, pois os custos de energia convencionais aumentam cada vez mais. Mas ainda não sei se chegou a ser favorável em um arbitragem estritamente econômica.

    E a crise tá batendo a nossa porta nesse momento. Não sei se isso sanaria nosso quadro de curtíssimo prazo.

  4. Psico disse:

    http://www.investnews.com.br/IN_News.aspx?Parms=2125871,188,1

    Tem uma outra matéria que não tô conseguindo achar que diz que os créditos de carbono transacionados excedem a capacidade do mundo de reduzir a emissão de gases carbônicos. Não sei bem como isso é medido, já que a medida de um é em valor e de outro em tonelada, mas deve ter a cotação da tonelada e isso dá 1,3 o que se emite…

    Tentei achar a fonte mas não consegui, e pra boatos assim seria imprescindível. Mas é tudo pra revelar a estranheza que seria uma nova crise financeira focada na especulação de carbono!!!

    Abs.

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