O discurso do Obama

Não li comentários sobre o discurso do Obama, exceto um do Luis Felipe Alencastro. De todo modo, achei o discurso muito modernista/iluminista.

Explico-me: as frases enfatizam muito o ideal iluminista/modernista de liberdade, igualdade e direito de todos buscarem a felicidade. Ademais, ele também acredita no poder do Estado de regular e ajudar o funcionamento da sociedade.

E, não só isso, ele apelou muito pro lugar comum do retorno às origens, ao verdadeiro que está no passado. É claro que a identidade coletiva está no passado, mas o passado pode ser visto do jeito tradicional ou lembrando aspectos mais esquecidos, ajudando-o a reconstrui-lo. Ele fez isso com o Vietnan, ao que parece. Veja o artigo do Alencastro que citei acima, e também quando lembrou que o pai não podia nem ser servido num restaurante por causa do segregacionismo.

Pela novidade que ele representa, pelas novidades na campanha (principalmente na mobilização das pessoas) esperava algo mais diferente.

Vejam as citações que ilustram meu ponto de vista:

“… all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness.”

“We will build the roads and bridges, the electric grids and digital lines that feed our commerce and bind us together.”

“We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars and run our factories. And we will transform our schools and colleges and universities to meet the demands of a new age.”

“But this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control.”

“Our challenges may be new, the instruments with which we meet them may be new, but those values upon which our success depends, honesty and hard work, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism — these things are old.”

“This is the meaning of our liberty and our creed, why men and women and children of every race and every faith can join in celebration across this magnificent mall. And why a man whose father less than 60 years ago might not have been served at a local restaurant can now stand before you to take a most sacred oath.”

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Manoel Galdino, Política e Economia e marcado , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para O discurso do Obama

  1. Humberto.Serna disse:

    como eu escrevi no blog do Alencastro, creio que se alguma decepção foi notada é porque Obama não falava para as multidões propriamente, e sim para a História. afinal era um discurso de posse…afinal são palavras que vão figurar eternamente ao lado das ditas pelos 43 antecessores, por isso um posicionamento histórico é razoável

    em tempo: vcs virão o ‘formigueiro’ lá no dia da posse…

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