A Arte, o Amor e a Vida…

mam

Por toda a minha vida tive dificuldades com a arte, a arte plástica, a música como arte, a poesia, arte cênicas, enfim, todos os tipos de arte. Talvez influenciado pelo pensamento científico, na essência quando jovem, sem saber o que era pensamento científico com exatidão.

De alguns anos pra cá, tenho sido mais aberto à arte, acho que em muito pela influência do amor… O amor e essa impossibilidade de defini-lo filosoficamente (dêem uma olhada no texto do meu casamento, onde arranho o tema). Com o amor, o pensamento científico e a racionalidade podem ser postos de lado, em um papel secundário. O amor é mais sentir e percepção, e se assemelha com a arte por esse aspecto. Talvez, amar seja uma arte, mas isso é apenas um pitaco meu, não tenho base sólida para fazer essa comparação. E talvez por isso, a música como arte tenha muitas vezes o amor como tema…

Em uma visita dominical ao MAM (Museu de Arte Moderna de SP), notei um aviso que nos alerta como perceber a arte. Achei o aviso interessante pois consegue expressar o que tentava me convencer a respeito do papel da arte… Dá até pra fazer um paralelo arte/amor (como fiz acima), ao ler esse aviso… Copiei manualmente trechos do aviso e colo abaixo:

“Na tradição do pensamento ocidental, é recorrente a idéia de que arte é apenas ilusão. Em vez de revelar o mundo que está aí, ela o encobriria e nos afastaria dele. A ciência seria então a única maneira de garantir acesso verdadeiro às coisas. O pensamento científico tenta explicar tudo a partir de teorias racionais. Mas a arte permite um outro contato com o mundo. Diversamente da compreensão científica, a aproximação de uma obra de arte se dá antes de tudo pela percepção, que é sempre indeterminada e ambígua.

A arte nos permite reatar o contato direto com o mundo antes de fazer qualquer reflexão ou análise. Com a arte, aprendemos a retornar às coisas, aos fenômenos que observamos, e podemos descrevê-los como os percebemos. Essa percepção não pode ser substituída pelo pensamento, nem derivada de uma teoria.(…)

Nenhuma visão ou percepção de arte pode esgotá-la de uma vez por todas, nem abarcá-la completamente. Toda arte é indeterminável; ela se oferece a nós parcialmente. Ela pode nos proporcionar sempre uma próxima experiência, um infinito recomeço. Essa experiência não pode ser dissociada do tempo, já que o nosso contato com ela acontece no tempo e na história. (…) A experiência da arte pode nos dar acesso pleno ao mundo.”

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