Inovação

Inovação is a really hard stuff, como diriam os americanos. Há várias histórias sobre a inovação por aí, e elas são muito valioss. Há o discurso do Steve Jobs, realmente muito bom. E vejam essa história, que usa o mote do Davi contra golias para discutir como se dá a inovação. O problema, ao meu ver, é que possivelmente muitos fracasso adotaram estratégtias semelhantes às inovação de sucesso.

A inovação é algo difícil de alcançar,  porque uma verdadeira inovação, por definição, deve ser incompreendida pela maioria. Logo, terá obstáculos naturalmente, pois a maioria a considerará algo errado e colocará dificuldades. E, acho, na maioria das vezes as tentativas de inovação darão errado, mostrando que de fato eram excentricidades, não inovações.

É preciso uma verdadeira paixão e confiança em si mesmo para tentar fazer uma inovação, e tanto maior deverá ser essa paixão e confiança quanto maior for a mudança pretendida. Além disso, é preciso ter em mente que toda grande mudança questiona aquilo que sabíamos e traz incerteza a nossas vidas, em geral acompanhada do medo e da frustração de não mais obter aquilo com que contávamos seguro. Assim, muitos irão encarar a inovação como uma mudança para pior e como algo que trará custos e que, portanto, é injusto. Dificilmente vão encarar como uma oportunidade para mudarem de vida.

Por esses e outros motivos acho tão difícil criar um ambiente que realmente estimule a inovação. Em primeiro lugar, porque ele deve estar disposto a aceitar as falhas decorrentes da tentativa de inovar, e isso é difícil. Em segundo lugar, porque as inovações de sucesso trarão mudanças e, portanto, custos associados a essas mudanças, além de incerteza quanto ao futuro. E nem sempre estamos dispostos a correr essas incertezas. Nesse tipo de ambiente, o estímulo maior é para que adotemos posturas pouco arriscadas e seguiamos o senso comum, sem muita ousadia.

Para criar os incentivos à inovação, medidas práticas têm de ser adotadas nesse sentido. Por exemplo, você pode avalair alguém de trêms modos distintos, pelo menos: 1. o que ele faz no seu melhor momento; 2. o que ele faz noseu pior momento e; 3. o que ele faz em média. Em geral, a nossa sociedade tende a avaliar as pessoas por 2 ou 3, mas raramente por 1. Um aluno que é brilhante em matemática, mas péssimo em história não passa de ano, sendo preterido a um aluno mediano em ambas as disciplinas (critério 3). Se você comete um crime, de nada adianta (ou quase nada) suas boas ações feitas anteriormente.

É claro que há boas razões para se adotar tais critérios em muitas situações. Uma delas é que, enquanto sociedade, podemos estar mais interessados em gerar estabilidade do que mudanças, e, portanto, o desestímulo à falha e o incentivo à conformidade vêm bem a calhar. Outra razão é que um cultura excessivamente inovadora dará lugar a muitas falhas, que no agregado terão efeito maior que os sucesso, que serão poucos e menores. Mas, como diria Luxemburgo (argh!), o medo de perder (ou errar) não pode tirar a vontade de vencer (acertar),  e é preciso pelo menos balancear as coisas.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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