USP

Os que me conhecem sbaem que estou na USP desde 1999. Primeiro na FEA, onde conclui minha graduação, e agora na famigerada(?) FFLCH, onde faço doutorado.

Estava na FFLCH, no prédio das sociais, estudando, quando ouvi as bombas da Polícia atirada no prédio vizinho a onde estava. É um absurdo completo. Não havia risco de integridade nenhuma a ninguém a essa altura, e a polícia continuava atirando suas bombas de gás lacrimogênio. Pessoas inocentes, que estavam trabalhando e estudando tiveram que ir ao Hospital Universitário em virtude das Bombas. Só por isso a ação da polícia já seria deplorável.

A questão toda é complicada e não pretendo esgotá-la aqui. Rapidamente, quero apenas tocar nos seguintes pontos:

1. Qual o significado da polícia reprimindo manifestação na Universidade tendo em vista o histórico durante a ditadura de violação da liberdade fundamental de uma universidade. Para todos aqueles que defendem a entrada da polícia na USP para reprimir os manifestantes, pergunto: Você não acha nem um pouco ruim que no mesmo lugar em que a polícia fez o que fez há pouco mais de 30 anos (inclusive matando um estudante, cujo nome viraria nome do DCE da USP), ela volte a empregar a violência do Estado contra os manifestantes?

2. Faz sentido uma greve quase todo ano na USP, que nunca muda nada fundamentalmente (com a exceção de um ou outra greve, como a de 2002)?

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Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Política e Economia. Bookmark o link permanente.

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