A Origem – Crítica

Acabei de ver o filme “A origem”, dirigido pelo Christopher Nolan e estrelando Leonardo di Cáprio. Se você não gosta de spoiler, pare de ler esse texto agora, pois ele vai estar cheio deles!

O Filme conta a história de um especialista em entrar no seu sonho e roubas idéias. Ocorre que se sonhos podem ser manipulados para que outros possam roubar idéias, então… Bem, sabe aquela história do cara que sonhou que era uma borboleta, acordou, e não sabia se era uma borboleta sonhando que era homem, ou homem sonhando que era borboleta? Pois é, o filme obviamente brinca com essa possibilidade.

Mais não posso dizer, mas posso dizer outra coisa: o filme é um novo matrix, no bom sentido, isto é, é parecido com Matrix (o primeiro), mas é parecido de forma engenhosa, de modo que você não acha que é uma mera cópia, pois o argumento do filme é diferente. Similarmente, é meio Vanila Sky, mas é difrente dele também. Em suma, o argumento é óbvio, mas o filme é tão bem amarrado que faz ser uma boa novidade.

Além disso, há a questão psicanalítica, pois o subconsciente é onde os roubos (de idéias) se dão. Mas o filme é raso a esse respeito, não esperem muita coisa. Não há muita intepretação dos sonhos, exceto o fato óbvio de que não controlamos nosso subconsciente e ele às vezes nos prega peças.

Em resumo, diria que é um filme muito bem montado (a montagem é muito boa), o roteiro é legal e foi muito bem dirigido. Vale a pena a diversão que proporciona e faz você pensar um pouco, mas só um pouco, nada que te deixe muito pensativo ou duvidoso.

Achei um pouco confuso uma ou outra parte que passa rápido demais, talvez justamente paraa você não ter tempo de pensar (ou talvez para forçar você a assistir novamente e entender melhor essas partes, mas não farei isso, pois duvido que valhatanto a pena). De todo modo, fica patente a superficialidade da profundidade do filme quando se apresenta como distinguir sonho de realidade. Não falarei muito mais para não estragar o filme.

Em resumo, minha recomendação é que o filme vale a pena, é uma boa diversão, e nem é tão raso. Mas nada que realmente faça você sair questionando a realidade das coisas…

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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