9 coisas sobre mim

Aí, já que o dia foi de procrastinação (ainda bem que meu orientador não lê meu blog), meu último post do dia são 9 coisas sobre mim que pouca gente sabe, que vi por acaso nesse blog aqui e tô replicando. Só não tem foto…

1. Quando eu decidi sair de Maceió e vir pra São Paulo, fazer faculdade de economia, uma das coisas que vinha na minha cabeça era uma reportagem do fantástico, em que meninas de 16, 17 anos diziam que davam em cima dos caras, mas que tava difícil ficar com eles, pois não estavam preparados para mulher que tomava a iniciativa. Obviamente eram todas bonitinhas e eu pensava: finalmente lá eu vou me dar bem!

2. Minha mãe assinava a revista Nova e Marie Claire e eu, em minha inocência adolescente, lia todos os relatos das mulheres e as reclamações delas. Esperava assim aprender quais erros não cometer com as mulheres e o que fazer pra me dar bem =)

3. Quando eu tava aqui em São Paulo, perguntei a um amigo da faculdade, no primeiro ano, se ele achava melhor uma namorada virgem ou não. Ele disse que era indiferente, talvez até preferisse a não-virgem, pois mais experiente. Eu duvidei um pouco na hora. Na teoria eu já tinha superado isso, mas na prática essa reposta me ajudou a ter mais segurança de minha opinião não-ultra-conservadora.

4. Pra não dizer que eu só falei de sexo, quando eu vim pra São Paulo eu ficava imaginando que eu seria um desses executivos de banco, usando terno e gravata, morando num apartamento grande e decorado todo modernoso, com móveis de alumínio, vidro, plástico e tons cinza e prata. O outro sonho era virar Ministro da Fazenda e desenvolver o país.

5. Eu entrevistei o Censo Furtado! Eu era editor do jornal da faculdade, O visconde (de Cairu), e aí o Celso Furtado foi fazer uma palestra na fauldade. Depois da faculdade, lá vai eu tentar entrevistá-lo, junto com um monte de jornalista que ficavam num empurra-empurra danado e não me deixavam entrevistar. O tempo dele já tava quase acabando, ele tava indo embora, até que eu fiz uma cara de menino desenganado pra uma jornalista e ela deixou eu fazer a minha pergunta. Infelizmente ele não entendeu minha pergunta e achou que eu tinha insinuado que ele apoiava a Ditadura! Resultado, a resposta não serviu pra nada e nem publiquei a reportagem. Desolação total minha…

6. Quando eu era criança, e devia ter uns 3 ou 4 anos de idade, estávamos eu e meu irmão (dois anos mais velho que eu) na beira da piscina da casa de meu tio, em Delmiro Gouveia, cidada onde nasci. Aí minha mãe e minha tia, também minha madrinha, perguntaram a meu irmão qual a mão esquerda dele (ou direita, não lembro bem), e ele errou. Aí elas perguntaram pra mim, e eu deduzi que, sendo apenas duas opções e tendo ele errado, só podia ser a outra, e aí eu acertei. Elas ficaram todas felizes que eu tinha acertado, mas eu me senti uma fraude, pois na verdade eu não sabia a resposta e só acertei porque deduzira a partir da resposta do meu irmão! Mas eu preferi colher os louros do meu acerto fraudulento que contar pra elas. Só depois que eu fiz uns 20 anos é que pensei que só o fato de eu ter feito esse raciocínio lógico era digno de elogio. Na verdade, mais digno de elogio do meramente saber qual é a mão esquerda (coisa inútil, afinal). Pois é, cresci achando que ali eu tinha sido uma fraude.

7. No primeiro ano do ensino médio, o professor de portugês era o mesmo de literatura, e ele passava uns exercícios e quem os fizesse ele dava uns vistos e ao final do bimestre quem tivesse todos os vistos ganhava 1 ponto na prova. Quem tivesse menos vistos ganhava os pontos proporcionais.

Aí, na véspera do dia para contabilização dos vistos, um amigo me propôs que nós falsificássemos uns vistos, posto que tínhamos uns 4 ou 5 dos 7 possíveis. Eu aceitei, ele começou a falsificação, mas fiquei com medo de ser pego e desisti. Decidira ir só com meus 4 ou 5 vistos mesmo. Quando o professor (apelidado por todos de Vevé) me chamou, levei meu caderno, mas ele julgou que um dos vistos tinhasido falsificado (não tinha não) e disse que não ia me dar ponto nenhum. Eu reclamei, disse que não tinha falsificado nada, mas ele não acreditou em mim. Voltei pro meu canto revoltado e calado. Apostei então com meus amigos que, quando ele me chamasse pros vistos na aula de literatura, não iria. Eu nem pretendia causar, mas diante da aposta, quando ele chamou pelo meu nome:  – Manoel, seus vitos, respondi: – Tenho visto não, pois sou desonesto e falsifico todos os meus vitsos. A confusão foi criada, ele disse que não ia mais me dar ponto nenhum o resto do ano e eu, altivo, respondi: – Eu nunca precisei de ponto nenhum pra passar, não vai ser agora que vou precisar. Ficamos “brigados” até o terceiro bimestre daquele ano e foi a primeira vez que me lembro que questionei uma “autoridade”.

8. Quando eu era criança, eu era muito magrinho. Aí um dia, andando voltando pra escola, tinha um papelão no chão e resolvi chutá-lo. Ocorre que eu pisei com o pé esquerdo em cima dele e fui chutar com a direita. Lógico que o papelão não saiu do lugar e eu produzi um tropeção em mim mesmo, me estatelando no chão. Meu irmão, que já tirava sarro de mim dizendo que eu era tão magro que um vento podia me levar, passou a falar que era tão fraco que um papelão me derrubou!

9. Quando eu tinha 13 pra 14 anos “descobri” que era meio corcunda e tive que usar daqueles aparelhos ortopédicos que ficam em todo o tronco e fica aparecendo só uma espécei de anel de metral em volta do pescoço. Relutei muito em usar aquele treco horrível e só aceitei por causa de três coisas: No mesmo ano nos mudamos pra um bairro completamente distante, mudei de colégio e mudei de escola de inglês (na verdade só fui pra outro bairro, a escola era mesma). Só com pessoas desconhecidas tive coragem de usar aquele treco. Depois de 6 meses eu pedi a minha mãe para tirar, e ela consentiu. Foi uma felicidade só quando ela disse sim, mesmo o médico tendo dito que eu precisava usar mais seis meses. Aliás, foi por causa disso que tive que entrar na natação e acabei indo jogar pólo aquático, esporte que joguei até mesmo na faculdade e ganhei uma medalha de prata no interusp.

Acabam aqui os posts de hoje e também as coisas sobre mim, mas foi bem mais divertido que imaginei. Recomendo aos leitores do Blog que façam essa brincadeira nos seus respectivos blogs, pois vale a pena!

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Manoel Galdino e marcado , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para 9 coisas sobre mim

  1. Eduardo Leoni disse:

    Poxa, tenho uma historia igualzinha à sua no primeiro ano do segundo grau. No começo do ano, discuti com a professora (ela me deu zero numa prova por que em vez de preencher o gabarito, só circulei as respostas). Ela também dava esses “vistos” (que ela chamava de “cruzinha”) pra incentivar o pessoal a fazer o dever de casa. Falei pra ela que não queria ser crucificado … bons tempos.

  2. Caramba, que engraçado. Mas sua professora acho que era pior que o meu, que estupidez. Até imagino ela falando: “Eu falei que não adiantava circular apenas”! hehehe

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