Em defesa da Liberdade

Sinceramente, está enchendo o saco essa história da direita se arvorar como A defensora da liberdade de expressão, de imprensa etc. É hora da esquerda assumir a ofensiva nessa pauta e reconhecer que quem mais tem interesse na liberdade de imprensa e de opinião somos nós, da esquerda. Na luta contra o capital, nada mais importante que a liberdade de informação.

Nós temos algumas pautas importantes, e que me parecem estrategicamente mais importantes que discutir regulação da mídia. Na época da Internet, o que nós precisamos é menos regulação e apenas a garantia da neutralidade da internet. Só. Nada de TSE dizendo o que pode ser postado nos blogs, sites etc. Nada de governo pressionando wikileaks. Nada de jornalista sendo assassinado no interior do Brasil por fazer seu jornalismo. Nada de Blogues e jornalistas sendo processados pelas denúncias e opiniões que fazem. Tudo isso interesse ao poder estabelecido, a quem domina a parada hoje.

Informação do futuro é wikipédia, é wikileaks, é blogue especializado. A informação pode e vai ser cada vez mais descentralizada, do mesmo jeito que aconteceu com a música. Sempre haverá os big hits, claro, do mesmo jeito que haverá alguns jornalões. Mas tem muito conteúdo bom sendo produzido por aí e o que precisamos é menos de regulação do que pode e o que não pode sair, e mais garantir que não haja discriminação nem proibição no acesso ao conteúdo produzido pelas multidões.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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3 respostas para Em defesa da Liberdade

  1. Angela disse:

    Pois é meu caro Manoel, veja o caso da demissão da psicanalista Maria Rita Kehl pelo Estadão, logo após ter o “atrevimento” de abordar em seu artigo que no Brasil o voto dos ricos vale mais que os dos pobres. Isto é democracia????? Parabéns pelo texto.

  2. Dawran Numida disse:

    Quanto mais informação, melhor para a Democracia. Realmente, principalmente no quesito financiamento. Devem ser dadas condições do produtor, criador financiar-se de forma que não seja com recursos públicos.

  3. E tentam nos convencer que o caso da Kehl foi apenas uma relação trabalhista, caso normal em qualquer civilização, e outras razões. Chegaram até a inventar uma tipificação: “Delito de Opinião” e sabemos que queriam censurar o artigo dela. Já existe a “lei” quem fala o que quer, ouve o que não quer e a todas as leis que abordam as responsabilidades sobre o que falam, opinam e se não gostarem ou se acharem-se ofendidos a como levar a questão para a justiça. Mas há um grande incômodo quanto se salienta o debate e a dialética em nossa República, ainda rançosa de Oligarquia Absolutista, como diria de Assis.

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