Sobre o caso Feminazi

Tentei evitar essa questão das feminazi, que pra quem não sabe, foi um texto publicado no blog do Nassif que, em certo momento, atacava as Feminazi. Como o temo é uma menção ao nazismo, criou-se uma polêmica aí.

Saiu agora esse texto no Biscoito, que comenta a polêmica. A certa altura, o autor (que não é o Idelber, é um convidado) diz:

Interessante observar também que as duas respostas aos meus comentários defendendo ou minimizando o uso do termo “feminazi” são de homens. É como dizia Freud, onde há sintoma há fogo…

Pode ser que não seja à toa, e certamente é mais difícil para nós, homens, entendermos as discriminações que sofrem as mulheres, do mesmo jeito que brancos podem não entender o que se passa com negros e, como é o meu caso, paulistas não entenderem o que se passa com nordestinos em São Paulo.

Sabendo disso tudo, eu desconfio das minhas próprias idéias e do risco de estar envolto em ideologia machista sem nem perceber. Mas também não dá para descartar toda e qualquer discordância nessa polêmica por parte de homens como sintoma de que estão sendo machistas. Isso é ridículo.

Por fim, cabe dizer uma coisa. Tem feminista que é chata sim. Que vê pelo em ovo, que não admite discordância como posições legítimas e etc. Do mesmo jeito que tem ecologista chato, socialista chato e assim por diante. E veja que a chatice aqui não é ser tão diferente a ponto de ter estranhamento diante do outro, que é da vida esse estranhamento. Chatice é não abrir a possibilidade de que haja uma legitimidade inacessível inicialmente nesse estranhamento.

ps.: Tem um cartoon que adorei, mas não achei agora, que é o seguinte. Um garoto diz pra mãe que quer ir pro exército. Ela nega. Ele pergunta porque ela não deixa, e ela responde: porque você é um homem, só por isso! Isso é tão inimaginável para nós, homens (e para mulheres também, acredito) que toda chatice das feministas é pouco perto do que qualquer mulher tem que passar nessa vida. Isso temos de reconhecer.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Manoel Galdino, Política e Economia e marcado , . Guardar link permanente.

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