Things Continue, `Till they Don’t …

Pra quem não sabem inglês, o título quer dizer: as coisas continuam, até que não continuem…

Eu estava aqui pensando, cá com meus botões, que talvez fosse o momento de ser um pouquinho conservador. De volta a 2008, parecia que corríamos um risco grande de enfrentar uma grande depressão novamente, mas hoje em dia o risco parece superado.

Mas não sei. As coisas na Europa continuam complicadas, os EUA continuam engalfinhados em uma semi-crise, e o sistema político americano, sinceramente, dá sinais ambíguos de que parece ser incapaz de produzir a resposta política necessária num momento de crise maior do que o atual.

Hoje, mais do que nunca a economia mundial depende das economias emergente, China longamente à frente das demais. Basicamente, três cenários são possíveis.

1. As economias emergentes completam a travessia que tão fazendo, ainda que com altos e baixos e com um ou outro país ficando no meio do caminho e não cumprindo as expectativas e o mundo vai ser bem diferente do que foi nos últimos 500 anos, em que tivemos dominação do Norte ocidental sobre o resto.

2. No segundo cenário, as economias emergentes não fazem a travessia em conjunto e o que veremos é um ou outro país se juntar ao time dos grandes, mas sem mudar tanto assim o cenário mundial (ainda que mudando um pouco).

3. A terceira possibilidade é que atravessia fracasse no meio do caminho, o caos se instale e nós passemos por um período grande de muita turbulência, até que as coisas se assentem novamente. O último grande período de turbulência, como se sabe, é aquele que vai de 1914 até 1950, mais ou menos, e envolve duas grandes guerras, o Nazismo, as revoluções socialistas, o Stalinismo e seus derivados, facismo e muitas experiências políticas variadas (Espanha, por exemplo, Vargas no Brasil etc.).

Esse último cenário não é tão improvável. Bastar coincidir uma aceleração na crise da Europa com uma desaceleração do crescimento na China, talvez com turbulências políticas como no Oriente Médio e tá aí o cenário 3 batendo às portas.

Não é hora pra pessimismo ainda e se isso não acontecer nos próximos anos, o conservadorismo vai significar oportunidade perdidas. Mas é bom pensar nisso e se preparar um pouco.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Manoel Galdino, Política e Economia e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

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