Enquanto isso, na sala de justiça

Enquanto minhas simulações não ficam prontas, tenho um tempinho pra blogar e linkar.

O Erik Voeten, do Monkey Cage,  comenta um paper que estimou o grau de estatismo das constituições dos países. Tem um gráfico legal lá.

E tem gente defendendo a lei policarpo quaresma, lá do RS. Eu acho impressionante a capacidade das pessoas defenderem, sem a menor cerimônia, que o Estado deve legislar sobre como as pessoas falam. “Tem gente que usa estrangeirismo pra parecer chique”, dizem alguns. Ou ainda, por subserviência e colonialismo cultural. Que seja. Mas daí a achar que o Estado deve então proibir as pessoas de falaram e escreverem assim… É tão ridículo!

btw (sim, quer dizer by the way), Policarpo Quaresma era melhor que essa gente aí.

ps.: Hoje em dia eu acho que, em média, leio mais coisas em inglês do que portugês. Às vezes acontece de eu não saber uma palavra em portugês, mas sabem em inglês. É pobreza de vocabulário em portugês? Claro que é. É triste? é. Mas não é por subserviência, nem para parecer chique, é só uma consquência da cultura do indivíduo se modificando em resposta aos estímulos recebidos. Inglês é a língua franca da ciência, e nada mais natural que eu, um cientista, leia mais em inglês que portugês.

Anúncios

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura, literatura, Manoel Galdino, Política e Economia e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s