Hoje não é dia de orquídias selvagens

Não sei porque, mas coincidiu de que acabei de ler esse relato, que vem lá do Espírito Santo, da polícia filha da puta sendo mais uma vez filha da puta. Que raiva do mundo…

Alguns terechos do relato:

Chega o oficial: “ACHOU QUE IA FILMAR A MINHA CARA NÃO É? CADÊ SEU CELULAR? CADÊ O CELULAR?”. “No meu bolso esquerdo senhor”. Fui revistado, não encontraram. Me levantaram eu peguei o celular no bolso e entreguei a eles. Me algemaram e me botaram no cofre da viatura com outro manifestante que fotografava e filmava o ato desde o começo.

Com meu celular filmei toda ação. Principalmente dentro da universidade, filmando os policiais fora, gritando “Tô filmando, não atira, tô filmando!” “Só tem criança no teatro manda parar de atirar bomba, só tem criança!” “Para de dar tiro tem um monte de menina, tem um monte de criança, para de dar tiro”. Enquanto isso eles, por trás das grades, continuavam com as bombas, com os tiros. Pra dentro da Universidade.

É, hoje com certeza não é dia de orquídeas selvagens

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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