Comentários

Tanta coisa pra comentar e tão pouco tempo… (mentira, tempo até tenho, mas ando com preguiça).

Nota: Se não conseguir ler tudo, leia pelo menos o ps. Vai me ajudar.

Sobre as mortes da Amy Winehouse e na Norugea. Não conheço a música da Amy Winehouse, de sorte que a discussão que vi no twitter e facebook meio sem sentido pra mim. Mas é uma discussão clássica? ela foi burra ou era doente? chorar por ela ou pelos noruegueses e, por fim, a vida dela foi melhor do que muita gente careta que vive 100 anos?

A discussão é até apaixonada, mas na maior parte do tempo carece de profundidade. O que é normal, aliás, já que se trata de facebook e twitter! Mas podiam pelo menos ter o sentido histórico e reconhecerem o lugar comum dos argumentos e que nenhum dos lados é tão besta assim.

Pra ficar num exemplo, a questão da vida curta mas gloriosa ou a vida longa mas pacata, que tal remontar a… Aquiles? Não teve ele que escolher entre uma morte gloriosa ou uma vida longa, mas sem grande destaque? Não, não tô comparando Aquiles com a Amy, mas estou lembrando que a discussão está posta para a humanidade desde sempre: qual o melhor modo de viver?

O que me espanta é muita gente medíocre (no sentido de médio mesmo), como este que vos fala, que nunca fará algo glorioso ou que entre para a história, ficar criticando que não faz nada glorioso e não entra para a história. Não dá pra todo mundo entrar na história. Pra uns serem atores principais muitos tem que ser apenas figurantes. É preciso do pano de fundo pra ver o que está em primeiro plano, não é mesmo? Parece-me que falta aqui um pouquinho da nossa velha amiga, meio esquecida hoje em dia, a dialética. Mas deixemos isso pra lá e voltemos aos outros assuntos.

As mortes da Noruega. Eu nem sei direito o que aconteceu. Vi que morreram 92 pessoas num atentado terrorista (mas falar em ‘atentado’ está certo?, quer dizer, “atentado” parece que vem de “tentado”. Só que ele, infelizmente, funcionou. Não foi apenas uma tentativa. Mas enfim, divago). Aqui eu gostaria de uma estatística. Quantos atentados acorrem por ano? Quais as moticações? Ideologias dos autores? Assim teríamos como pensar melhor o significado desse ato vil e covarde. Mas não deixa de ser triste quando vemos esse tipo de coisa. Pelo menos nesse caso não temos ninguém tentando justificar a ação como resultado de alguma opressão ou qualquer coisa do tipo.

Sobre o Murdoch, o que dizer? Ele parece ser do tipo Roberto Marinho, por um lado, mas por outro não. A obsessão do Roberto Marinho em ser chamado de jornalista, por exemplo, é uma das diferenças. Mas, por falar em Rede Globo, eu diria que o Thiago Leifert se encaixa no perfil de jornalista que se daria bem com o Murdoch. O cinismo dele de quem entende que não precisa fazer jornalismo, mas ganhar dinheiro pro seu patrão, casaria bem com a linha editorial do Murdoch.

ps.: Estou com a sensação de que escrevi muito e não disse nada que acrescentasse. Se vocês tiveram a mesma sensação, por favor digam nos comentários. Vai me ajudar e decidir melhor quando o que tenho adizer não vale a pena ser dito. Saber esse momento é tão ou mais importante do que dizer o que precisa ser dito.

pstu.: Se você achar que só valeu a pena o que escrevi no ps. considere ainda assim dizer nos comentários que o  que eu disse antes do ps. não valeu a pena.

pstudoB: o mesmo se aplica para o pstu.

PSTUdoC: Nooooo, looping infinito!

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
Esse post foi publicado em Manoel Galdino, Mídia, Política e Economia e marcado , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Comentários

  1. luizgusmao disse:

    “quando partires um dia rumo à itaca, faz votos de que o caminho seja longo…” – viva o aquiles careta. quero rumar a uma aventura inesquecível [desde q não tenha de fazer malas, contar milhagens, nem me espremer em poltronas das aeronaves da webjet], voltar dpois de décadas numa ilha paradisíaca para destruir os cortejadores de minha penélope e ser recebido no hades por meu velho cão.

  2. Jaime Gomes disse:

    Gostei do seu site, dos artigos! Você consegue o milagre ser intelectual de fato na escrita e ser compreendido ao mesmo tempo! A maioria quando tenta, acaba como a falar grego para os “normais” e chega a se tornar um saco até para os universitários da própria casta. Gostaria de trocar banner com você, mas não encontrei o banner aqui. Se você decidir, procure no buscador do Google por “Jaime Jogovideo” , na lateral direita do site, click no botão “Contato” que te levará até o mural. Pode colar o html do seu banner lá que, assim que eu puder, vou colocar seu banner no topo de uma das páginas do Jaime JogoVideo, ok?! Sucesso!

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