Leituras

Minhas leituras mais recentes, no caso improvável de vocês estarem interessados.

Não vou dizer, como faz o Cosma Shalizi, que eu não teho bom gosto. Mas provavelmente meu gosto é heterodoxo e, portanto, coloquem um grãozinho de sal nas minhas recomendações.

1. The theory that would never die. How Bayes’ rule cracked the Enigma code, Hunted down russian submarines, and emerged triumphant of two centuries of controversies. Mcgrayne.

Um livro muito bem escrito que conta a história da escola Bayesiana de inferência. Não tem matemática nenhuma e, portanto, mais fácil do leitor com menos background matemático de acompanhar. O Christian Robert fez uma resenha do livro aqui. Li o livro interio e gostei bastante, mas eu sou obviamente viesado, já que sou um Bayesiano.

2. Everything is obvious: Once you Know the Answer. Duncan Watts.

Esse eu também li inteiro. Tem uma resenha do Andrew Gelman, que foi o que me motivou a ler o livro. O autor é o Duncan Watts, o mesmo dos seis graus de separação. O livro é bom, e a mensagem central é que as ciências sociais são complexas, mas o senso comum acredita entender as relações de causa e efeito quando na verdade não entende. E isso acontece porque, a posteriori, as coisas fazem sentido. É um livro que argumenta na linha das teorias da complexidade, em que muitos fenômenos dependem das interações entre muitas partes e, portanto, não dá pra fazer previsões muito acuradas. Vale a pena e é bastante simples, novamente sem matemática alguma.

3. Reinventing Discovery: The New era of Networked Science. Michael Nielsen.

Eu acompanho o blog do Michale Nielsen já há bastante tempo (uns 3 anos mais ou menos) e boa parte do que ele fala no livro eu já tinha lido no blog dele. Ainda estou no começo do livro, então pode haver algumas partes novas. Mesmo assim, é um livro valiosíssimo que defende a necessidade de a ciência ser aberta e com utilização de ferramentas de colaboração para aumentar a produtividade científica. Um  livro “must read”, especialmente na academia brasileira de ciências sociais, tão atrasada quando se fala em colaboração em massa. Mias uma vez, como eu mesmo defendo essa idéia de ciência aberta, sou viesado.

4. Enduring Love: A novel. Ian McEvan. (spoiler) conta a história de um cara que tem sua vida mudada completamente após um balão desgovernardo passar perto dele e ele, juntamente com outras pessoas, tetam salvar quem tá dentro do balão. Eu li o Solar, último livro do McEvan e agora quero ler outros dele. Esse aqui está em inglês e quando terminar comento aqui inclusive sobre se dá pra ler em inglês ou não.

5. The Fall of the Roman Empire: A New History of Roman and The Barbarian. Heather.

Esse livro procura explicar a queda do império romano, argumentando que não foi apenas (ou principalmente) por causas internas (peso da taxação ou o cristianismo que teria pacificado o espírito guerreiro romano) que o império romano caiu. Mas por causas exógenas ou externas ao império, basicamente os bárbaros. Ainda estou no começo do livro, então não tenho muito a dizer sobre a tese do livro. De todo modo, é muito bem escrito, muito claro e didático, o que são qualidades importantes. Por enquanto estou gostando. Fiquei sabendo do livro via essa citação do Brad de Long.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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