Direito de Amar

Acabei de assistir ao filme Direito de Amar (A single Man), do diretor Tom Ford, com Collin Firth no papel principal.

O filme é belíssimo, com certeza o melhor filme que vi no ano (o filme é de 2009). (Spoiler alert) Conta a história de um professor que perdeu o amor de sua vida num acidente de carro e já não vê mais sentido na vida. Toda a história se passa em um único dia, com rememorações da história de George (Collin Firth) e Jim, seu namorado morto no acidente.

O filme é muitíssimo bem filmado, conseguindo ao mesmo tempo transparecer uma extrema delicadeza e sensualidade em muitas cenas. Collin Firth está excelente, como sempre, e sua caracterização como uma pessoa “cagey”, isto é, reservada, cautelosa, é constratada com a intensidade da falta que faz o seu amor. Nesse dia, que ele escolheu para se suicidar ao seu término, nós descobriremos muito mais sobre a vida do que poderíamos esperar.

Eu queria poder explicar melhor esse filme, mas esse é um desses filmes que mostram que a arte não se explica, se sente. Por isso, assista a ele e se delicie com a poesia na sétima arte.

update: duas citações do filme

Let’s leave the Jews out of this just for a moment. Let’s think of another minority. One that… One that can go unnoticed if it needs to. There are all sorts of minorities, blondes for example… Or people with freckles. But a minority is only thought of as one when it constitutes some kind of threat to the majority. A real threat or an imagined one. And therein lies the fear. If the minority is somehow invisible, then the fear is much greater. That fear is why the minority is persecuted. So, you see there always is a cause. The cause is fear. Minorities are just people. People like us.

(…)

A few times in my life I’ve had moments of absolute clarity, when for a few brief seconds the silence drowns out the noise and I can feel rather than think, and things seem so sharp and the world seems so fresh. I can never make these moments last. I cling to them, but like everything, they fade. I have lived my life on these moments. They pull me back to the present, and I realize that everything is exactly the way it was meant to be.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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Uma resposta para Direito de Amar

  1. Tomas Bueno disse:

    Realmente muito bom Galdino. Quando o filme acabou eu até fiquei de procurar essa última citação. Bem legal. E o filme é bem sua cara, Professor Galdino😛

    Abs,

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