Martin Amis

Creio que a primeira vez que ouvi falar no Martin Amis foi no livro de memórias do Christopher Hitchens. Eu já conhecia o Ian McEwan, outro autor bastante citado pelo Hitchens. Então fiquei curioso para ler algo do Martin Amis.

Então comprei o livro dele Trem Noturno, mas não gostei muito. Resolvi ler um livro de contos, em inglês, pois talvez a tradução tivesse atrapalhado. Unimpressed.

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Eu devo ter pelo menos uns 500 livros na minha casa, dos quais eu não li metade. O Som e a Fúria, Esperando Godot, Irmãos Karamazov, Em Busca do Tempo Perdido, Ulisses, A Divina Comédia e Dom Quixote são alguns dos livros que eu já iniciei alguma vez a leitura, mas não cheguei nem à metade do livro (exceto talvez Esperando Godot). São todos livraços que eu espero ler algum dia. Mas a verdade é que nenhum deles me dá vontade de ler. Eu olho pra eles, eles olham pra mim, mas continuam lá, enfeitando a minha estante.

Atualmente eu tenho tido muita vontade de ler os livros do Philip Roth. Já li 8 novelas dele – quatro do Zuckerman no livro Zuckerman Acorrentado, mais um outro livro também sobre o Zuckerman, e ainda humilhação, homem comum e professor do desejo. São cinco livros no total. Ele já é o autor que eu mais li!

Por isso que, outro dia, passando na livraria da Vila, resolvi comprar mais um livro do Philip Roth. Porque estou ávido por ficção, mas só consigo ler os livros dele. Então, que seja mais um livro dele. E acabei encontrando um livro do Martin Amis, A Viúva Grávida, e resolvi dar uma última chance ao Amis. Estou só no começo, mas estou adorando o livro. Diálogos fantásticos, palavras muitíssimo bem escolhidas, personagens interessantes. Eu ainda tenho algum incômodo com o fato de que, nos livros dele, eu sempre tenho a sensação de que não tô entendendo tudo, de que perdi alguma coisa. Mas suponho que esse efeito é proposital. A vida nunca é transparente, nem sempre entendemos o porquê das coisas. Nós não somos transparentes a nós mesmos, que dirá o mundo. Então suponho que os livros dele são um pouco como a vida. E que precisamos aceitar isso tanto na vida como na literatura. Mas o livro, por enquanto pelo menos, está demais. Digo inclusive que já valeu a pena comprá-lo, mesmo que o resto não seja tão bom. O começo já valeu a pena.

Sobre Manoel Galdino

Corinthiano, Bayesiano e Doutor em ciência Política pela USP.
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Uma resposta para Martin Amis

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