Lendo sobre a Grécia

Ando lendo muito sobre a Grécia. Já comecei a escrever dois posts sobre o tema, mas os fatos tornaram meio obsoleto o que escrevi, o que significa, entre outras coisas, que é preciso refletir mais antes de emitir mais opiniões (mas mantenho o que já publiquei sobre o assunto).

Seguem as melhores leituras até agora, seja pelas respostas, seja pelas perguntas que levantam.

1. A entrevista com Yanis Varoufakis, contando os bastidores do poder.

2.  Uma interpretação para a capitulação do Tsipras, após o Oxi. Se de fato o Yanis blefou com a saída do Euro, mas ao final isso não era possível, foi um jogo muito arriscado (e que até agora não deu certo). Mas eu lembro que situações desse tipo não mudam, até o dia em que mudarem. A Argentina também não poderia sair da convertibilidade. Eu me lembro vividamente. Só chegando ao fundo do poço para fazer a mudança. Talvez o poço seja (infelizmente) mais fundo.

3. Contra o argumento do Daniel Davies no CT, a breve recuperação Grega em 2014 não foi resultado do efeito pigou, Krugman argumenta que foi uma redução no nível de austeridade que impactou positivamente o PIB.

4. Contra a “morality play” criticando os gregos por serem gastadores etc., causando prejuízos aos trablhadores alemães pagadores de suas dívidas, a entrevista de Piketty e a explicação das causas da crise por Mark Blyth.

5. E, por fim, o argumento original do Daniel Davies, em defesa da Troika e contra o Syriza, num post surpreendentemente direitista no CT, mas que creio explica como a direita vê a questão.

Minha filiação esquerdista está clara nos links que destaquei. Mas não é difícil achar argumentos direitistas por aí.

Update.

Esqueci do textão do Diego, realmente grande, mas com umas boas sacadas.

Update 2:

Excelente comentário no CT. Destaco um trecho:

Demonstrating the willingness, even desire, to foreclose on widows and toss orphans into the snow are the entry-level requirements for that industry, no disrespect intended to any working in banking or finance. Hardball is the name of the game, and it’s a game that can strip every asset from any individual, company, or state, as it turns out.

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Minister No More!

Manoel Galdino:

Será que o Yanis era transparente demais para a Troika? Ou alguma outra razão… a ver.

Publicado originalmente em Yanis Varoufakis:

The referendum of 5th July will stay in history as a unique moment when a small European nation rose up against debt-bondage.

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A superioridade moral do governo Grego

Tem uma expressão em inglês, que não sei se tem em português, que é “the moral high ground”. Seria “a superioridade moral”. Cito Alex Tabarrok, do Marginal Revolution, cujo lema é “small stepts toward a better world”, criticando a abordagem… marginalista.

In more recent times, civil unions have gone nowhere while equality of marriage has succeeded beyond all expectation. The problem with civil unions, and with the synthetic and marginalist approach more generally, is that even though it offers everyone something that they want, it concedes the moral high ground–perhaps there is something different about gay marriage which makes it ok to treat it differently–and for that reason it attracts few adherents. Moreover, the argument for civil unions doesn’t force the opposition to enunciate the moral arguments for their opposition and when the moral ground of the opposition is weak that is a strategic failure.

O que o Syriza está fazendo, em minha modesta opinião, é “take the moral high ground”, ou seja, adotar uma superioridade moral. Nenhuma grande mudança vem sem a superioridade moral. O que a Troika tem feito com a grécia é atacar o governo Grego, forçar o povo a humilhantemente defenestrar o governo Grego.

O Yanis, ministro das finanças Grego, defendeu no blog dele a escolha de fazer o referendo para o povo grego decidir sobre a proposta da Troika. Como dizem os gringos, “make no mistake”. É uma disputa de narrativas. A narrativa neoliberal, no seu melhor, foi bem colocada pelo Daniel Davies no Crooked Timber ainda em Janeiro de 2015.

Don’t think of the Greek debt burden, either in cash € terms or as a ratio to GDP, as an economic quantity. It basically isn’t an economically meaningful number any more. The purpose of its existence is as a political quantity; it’s part of the means by which control is exercised over the Greek budget by the Eurosystem. The regular rituals of renegotiation of the bailout package, financing of debt maturity peaks and so on, are the way in which the solvent Euroland nations exercise the kind of political control that they feel they need to have if they are going to be fiscally responsible for the bills. There’s more than a couple of Germans I’ve spoken to over the last few years who have pointed out that although Germany got massive debt relief in the twentieth century, it got it in the context of an equally massive national admission that the entire political system was rotten and needed to be totally restructured with foreign help; this was also the basis on which the integration of Eastern Germany was managed in the 1990s. Seeing the peripheral Eurozone debt in isolation from the politics of European integration is a sure way to lead yourself up blind alleys.

Com relação à narrativa acima, eu gostaria apenas de lembrar alguns fatos. 1. Ela não coloca culpa nenhuma da crise grega na Troika ou no sistema financeiro em geral, nem na ideologia neoliberal, que obviamente foi a que prevaleceu na Grécia antes da crise e, mais ainda, depois da crise. 2. Surpreendentemente, ela sugere que as políticas de austeridade funcionavam na Grécia, o que não é verdade. 3. Sorrateiramente, a direita (ainda que o Daniel seja provavelmente de esquerda, o discurso é o da direita) viola a lei de Godwin e compara a Alemanha nazista com a Grécia. Ora, a natureza do desastre nazista é incomparável com a Grécia, e portanto as demandas por controle político da Grécia não se sustentam. Além disso, a reforma política alemã veio acompanhada de uma massiva injeção de recursos e investimentos pelos EUA, no famoso plano Marshal. Não houve demandas por políticas de austeridade. Ao contrário, o objetivo era evitar recriar as condições que permitiram a emergência do nazismo. O que leva ao quarto ponto. 4. Na narrativa, o que está em jogo não é apenas o o controle político, mas o projeto de estado de bem-estar social e justiça na Europa. As políticas da Troika correm o risco de, justamente, estimular soluções xenófobas e nacionalistas do pior tipo na Grécia, o que se complica, hoje em dia, com o problema geopolítico da Rússia (que é o sexto ponto). 6. Uma saída do Euro pela Grécia a levaria para fora da esfera de influência da UE e em direção, óbvio, da Rússia.

Por fim, a premissa da análises da direita, e que fazem parte da narrativa, é que o Syriza são populistas (no pior termo da palavra, mas a qual eu voltarei abaixo), interessados em jogar para a torcida e, portanto, cínicos e/ou hipócritas. Eles não consideram a possibilidade do Syriza falar sério, quando Yanis, por exemplo, falou o seguinte, antes mesmo de ser ministro Grego:

Europe’s crisis is far less likely to give birth to a better alternative to capitalism than it is to unleash dangerously regressive forces that have the capacity to cause a humanitarian bloodbath, while extinguishing the hope for any progressive moves for generations to come.

Do ponto de vista do pano de fundo ideológico, trata-se, creio, da importância de colocar as pessoas no controle do processo social, ainda que limitadamente, ou colocar o mercado não só como meio, mas como um fim em si mesmo. Ao convocar o referendo, o que mais irrita a Troika e a direita é que o povo está sendo chamado a decidir. E, sendo partes da elite e com uma concepção elitista do mundo, isso é um risco terrível para eles. Afinal ,se o povo puder decidir, porque precisaremos das elites para decidirem por nós? Como disse, Yanis, novamente:

the historian of economic thought, Philip Mirowski, has highlighted the neoliberals’ success in convincing a large array of people that markets are not just a useful means to an end but also an end in themselves. According to this view, while collective action and public institutions are never able to “get it right”, the unfettered operations of decentralised private interest are guaranteed to produce not only the right outcomes but also the right desires, character, ethos even.

Seguindo essas ideias, o Ministro de Finanças Alemão, que havia defendido uma consulta popular, mudou de ideia menos de dois meses, e atacou o plebiscito. A premissa de praticamente todas as narrativas de direita, implícia e explícitamente, é que o Syriza é populista. E o que querem dizer por populismo? Que querem utilizar o povo para avançar a própria agenda. E, embora seja verdade que esse risco existe, como diferenciar avanços democráticos de participação popular (um populismo legítimo) da manipulação pura e simples (populismo ilegítimo)? Ser cético quanto à possibilidade de aprofundar a democracia é uma coisa. Atacar quaisquer lutas por alternativas desligitimando-a com adjetivos negativos é desonestidade intelectual ou miopia seríssima. O sucesso do Syriza é um risco para o projeto tecnocrático-elitista-neoliberal da União Européia. É isso que está em jogo. E é por isso que as esperanças de uma sociedade mais justa me levam a me solidarizar com o povo grego.

Termino com duas coisas. Umas palavras do Yanis, que eu acho que resume o que tem de mais importante nessa história toda para nós, da esquerda:

A Greek or a Portuguese or an Italian exit from the eurozone would soon lead to a fragmentation of European capitalism, yielding a seriously recessionary surplus region east of the Rhine and north of the Alps, while the rest of Europe (…) would be in the grip of vicious stagflation. Who do you think would benefit from this development? A progressive left, that will rise Phoenix-like from the ashes of Europe’s public institutions? Or the Golden Dawn Nazis, the assorted neofascists, the xenophobes and the spivs? I have absolutely no doubt as to which of the two will do best from a disintegration of the eurozone.

I, for one, am not prepared to blow fresh wind into the sails of this postmodern version of the 1930s. If this means that it is we, the suitably erratic Marxists, who must try to save European capitalism from itself, so be it. Not out of love for European capitalism, for the eurozone, for Brussels, or for the European Central Bank, but just because we want to minimise the unnecessary human toll from this crisis.

E um link para um blog de uma amiga da Natália, que é grega e vive na Grécia. Vejam o que ela está falando e vivenciando por lá (é em inglês). É o povo grego, e a democracia, no país que a criou, que tem a moral superior. Deveriam ter pelo menos.

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Hadley Wickham’s Master R Developer Workshop – Washington DC registration is open

Manoel Galdino:

R course in Washington, with Hadley Wickham.

Publicado originalmente em RStudio Blog:

“Master” R in Washington DC this September!

Join RStudio Chief Data Scientist Hadley Wickham at the AMA – Executive Conference Center in Arlington, VA on September 14 and 15, 2015 for this rare opportunity to learn from one of the R community’s most popular and innovative authors and package developers.

It will be at least another year before Hadley returns to teach his class on the East Coast, so don’t miss this opportunity to learn from him in person. The venue is conveniently located next to Ronald Reagan Washington National Airport and a short distance from the Metro. Attendance is limited. Past events have sold out.

Register today!

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Democracia, eficiência e elitismo – links

Eu quero escrever um post sobre as três palavras do post, mas não tenho tempo agora. A questão é o tanto que a democracia (pensando aqui na ideia de responsividade ao demos) produz política coerente e eficiente, e o quanto de elitismo é necessário para salvar a democracia de si mesma (isto é, de produzir políticas ineficientes).

Deixo então três links, que pelo que li rapidamente discutem o tema de uma forma ou outra. Os textos dão o que pensar e ajudam a organizar algumas questões, mas aparentemente eu discordo deles. Mas fica como ponto de partida para quem quer pensar.

Tabarrok, do Marginal Revolution, resenha o livro Enlightment 2.0.

A resposta do autor.

A tréplica do Tabarrok.

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Pra você que nunca foi chamado de “querido” ou “meu amor” em discussões profissionais.

Xkcd

Esses dias, a Natália, minha namorada, escreveu no facebook dela:

Eis que, pela primeira vez em dois anos, numa discussão profissional fui chamada de “meu amor” por um homem >65 anos

Motivado pelo post dela, escrevi no meu facebook:

Se você acha que chamar uma mulher, numa discussão profissional, de “meu amor”, “minha querida”, “meu anjo” ou afins é ok, apenas pare. É ridículo e desrespeitoso com a profissional do outro lado, além de desrespeitoso com a mulher. E, se ela criticar você, apenas peça desculpas. E, se você acha que não tem nada demais, por favor, o mundo não gira em torno de nós, homens.

Eis que o post da Natália resultou em meras 17 curtidas, com 4 delas de homens. Já o meu post foi o mais curtido dos últimos 12 meses, com 71 curtidas, 18 delas de homens (12,5% das curtidas). No blog dela, ela comentou:

Das quase 60 mulheres que curtiram seu [meu] post, apenas uma, além de mim, entrou no debate. Mas toda vez que meu namorado rebatia um comentário em seu próprio post recebia muitos mais likes do que eu ou do que a outra mulher que se engajou.

Para ver quão rara é essa proporção de curtidas em se tratando do meu facebook, 60% dos meus amigos são homens, e nos posts mais curtidos dos últimos dias, a predominância é de curtidas de homens. Mesmo num post em que a proporção de mulheres poderia ser maior, como a atualização da minha foto de perfil, que teve 39 curtidas, 41% do total foram de homens. Ou seja, mais mulheres curtiram, mas nada numa desproporção tão grande quanto meu post acima. Fiz uma pesquisa entre os meus posts mais curtidos, nenhum chegou próximo dessa desproporção.

A Natália escreveu um belo texto sobre essa repercussão distinta entre os gêneros no blog dela. E várias amigas dela compartilharam o texto dela, comentando situações similares ou piores.

Juntando tudo isso, imediatamente eu me lembrei desse post do Matthew Yglesias, sobre políticas de identidade e como os grupos dominantes (homens brancos heterossexuais) agem como se a nossa identidade não influenciasse nossa opinião. Eis o que diz Yglesias:

Something that I thought I noticed soon after I graduated college and moved to DC was that a lot of my female friends were very interested in the subject of street harassment. Later, thanks to the magic of social media and web traffic (check out the Facebook shares on this item!) I learned that I’d misconstrued this entirely. It’s not that women I was friends with were very interested in this subject. Women in general were interested. (…) It seemed like an idiosyncratic obsession rather than what it is: an alarmingly widespread social malady that a male-dominated media culture had kind of swept under the rug.

De fato, a minha impressão sobre a reação dos meus amigos homens ao meu post foi justamente a que Yglesias tinha até pouco tempo sobre “street harassment” e, confesso, a que eu também tinha em alguma medida até antes de começar a conversar sobre esse tema com a minha namorada: uma obsessão idiossincrática de algumas poucas mulheres. Não é que nós homens discordemos da importância desses temas. A gente simplesmente não entende o que elas passam e, francamente, esforçamo-nos muito pouco para entender. E temos muita dificuldade em admitir isso e fazer algo a respeito. E olhe que estou falando de um público extremamente minoritário no Brasil, que são de homens que supostamente se preocupam com igualdade entre as pessoas.

Rejection XKCD

Em geral, nossa primeira reação é como a dos meus amigos de Face:  achar exceções, situações-limite ou ambíguas, casos em que não se aplicam ou situações aparentemente similares pelas quais nós homens passamos.

Mas a simetria é falsa, e a incapacidade de nós homens percebermos isso apenas reflete nossa incapacidade de entendermos o quanto o que nos parece como neutro e universal nada mais é do que o reflexo da nossa identidade ser parte da identidade dominante. Citando novamente o Yglesias,

somehow an identity is something only women or African-Americans or perhaps LGBT people have. White men just have ideas about politics that spring from a realm of pure reason, with concerns that are by definition universal.

E por ser parte da identidade dominante, nós homens temos uma incrível incapacidade de perceber o quanto nossa posição nos beneficia, quanto prejudica as mulheres e, principalmente, como as diferenças são estruturais e devem ser vistas como tais.

A Natália refletiu sobre as diferenças de comportamento no blog dela, mas para mim uma se sobressai: o “desconforto que homens têm ao pensar em sua masculinidade (poder indisputado) afetada”. Reconhecer que nós, homens progressistas, contribuímos para a opressão das mulheres, minimizamos essa opressão e falamos não de um ponto de vista objetivo, mas de quem é cego às opressões, é too much para nossa identidade. Nós até admitimos que há machismo no mundo, mas não de nossa parte. E, principalmente, é difícil aceitarmos que nossas discordâncias decorrem da nossa identidade, e não de discordâncias intelectuais desinteressadas.

A luta das mulheres é inglória, portanto, não somente por terem de lutar contra o machismo, mas porque essa luta é recebida como exagero e encheção de saco por parte dos homens potencialmente aliados delas nessas lutas. Para nós, nossas opiniões decorrem de razões objetivas, não da nossa identidade.  Aliás, nós homens nem temos identidade, né?

Sem querer, meu post fez muito mais “sucesso”. Mas é óbvio que o protagonismo deve ser delas, não nosso. Até porque, até pela minha própria identidade, é óbvio que quem sabe o que é ou não mais relevante e onde o calo aperta são as mulheres, e não homens, progressistas ou não. Como disse a Natália no blog dela,

Só tenho uma certeza: estamos em um caminho sem volta, e a estratégia não passa por ceder aos estereótipos e abrir concessões — como falar menos, terceirizar post feminista ou falar hesitantemente, seja em uma reunião profissional ou no Facebook para os amigos. A estratégia passa por falar mais, cada vez mais, e falar assertivamente sim, senhor.

Eu, de minha parte, espero que isso aconteça cada vez mais. Se isso vai implicar que vou ter menos espaço, que vão me ouvir menos, que não serei mais o centro do universo e que vou ter de muitas vezes ficar calado, que seja. É melhor perguntar para elas o que acham e escutar o que têm a dizer. Será um mundo mais diverso e em que nós aprenderemos muito mais, se estivermos dispostos a ouvir. Vai afetar a minha identidade? Sim, vai. Mas quanto mais cedo refletirmos sobre nossa identidade masculina e qual o lugar dela nesse mundo, melhor para todos nós.

Porn xkcd

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A desvalorização do Real

Li o texto do Bráulio, colega meu da época da faculdade e excelente economista, na Folha, em que ele fala sobre como parte da desvalorização do Real frente ao Dólar é um movimento mundial das principais moedas do mundo. Para ilustrar o ponto, eu fiz um gráfico, que coloco abaixo.

RplotCada observação é a média semanal da taxa de câmbio. Para poder comparar as várias taxas de câmbio das diferentes moedas, eu considerei que a taxa de câmbio de cada país em abril de 2014 era 100 (valor base de referência).

Como podemos ver, o dólar se valorizou em  relação a todas essas moedas nos últimos 12 meses. Contudo, o dólar se valorizou mais frente ao Real, indicando que as causas internas contribuíram um pouco para a subida excessiva do dólar.

 

 

 

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